IEF EM PORTUGAL COM ENSINO KER LANN

Muitas famílias se perguntam como a educação em Portugal vai para crianças de língua francesa? Pais de língua francesa muitas vezes pensam diretamente sobre escolas francesas, pelo reflexo: “Meu filho é francês, então vamos colocá-lo em uma escola francesa”. É uma boa opção, mas não é a única que outras são possíveis, como a educação familiar, que o ENSINO KER LANN oferece. Como lembrete, o IEF em Portugal é legal, as verificações são planejadas ao final de cada período de ciclo.

Não é mais segredo para as muitas famílias francesas que vivem em Portugal. Estudar seus filhos às vezes é uma dor de cabeça, já que a demanda é tão alta. A lista de espera dos alunos que desejam entrar em uma escola ou faculdade é o maior que nunca. É neste contexto que a KER LANN decidiu exportar para Portugal e colocar sua pedagogia a serviço das famílias de língua francesa que se estabeleceram lá. Educação infantil na faculdade credenciada e sujeita ao controle pedagógico do Estado francês.

ESCOLA EM CASA EM PORTUGAL

Na expatriação, a questão da educação de nossos filhos é muitas vezes uma fonte de ansiedade e perguntas. Que escolha fazer? Inscrevê-los no sistema francês, local ou internacional?

 

Para informações, o sistema educacional português permite a existência de alternativas ao “modelo de ensino convencional” que visam garantir a conclusão da educação obrigatória e a continuidade dos estudos para alunos que, por diversas razões, não podem ou preferem não ir à escola e participar do método convencional de aprendizagem.

 

Em alguns casos, a escolha nem sempre é possível: as estruturas estão em falta ou não atendem às necessidades da criança. Assim, às vezes, as famílias optam pela educação domiciliar (IEF em Portugal). Isso é chamado de “homeschooling”, uma opção possível porque apenas a educação é obrigatória, não a escolaridade.

 

Em Portugal, a educação é, portanto, obrigatória entre os 6 e os 18 anos e o IEF é legal, mas sujeito a autorização. Para começar, a criança deve estar matriculada em uma escola local e, em seguida, fazer uma declaração de instrução familiar para a qual o pai ou responsável é responsável e pelo qual ele deve ser qualificado (pelo menos um nível de escolaridade acima da criança). A instrução é baseada no currículo nacional.

 

Por fim, tenha em vista que, no contexto da escola domiciliar, as crianças são avaliadas e verificadas ao final de cada ciclo (ou seja, aos 10 anos, 12 anos, 15 anos e 18 anos) em cada disciplina com anotação. Exames anuais são obrigatórios. No nível secundário, as crianças podem se inscrever para participar de exames equivalentes.

 

Só para constar, em 2009, segundo o Ministério da Educação, cerca de 100 crianças estavam cursando em casa em Portugal.

 

https://www.educacaolivre.pt/mel/educacao-livre/escolaridade-obrigatoria/ed-ei/guia-praticoed/
http://www.anped.pt/ensino-domestico

TESTEMUNHO DE DUAS MÃES NO IEF EM PORTUGAL

“Às 8:30 da manhã o sino tocou na nossa casa em Setúbal [uma cidade portuária a 50 km a sul de Lisboa]. Foi o sinal para as cinco crianças começarem a escolarizar em casa. Às 10 da manhã houve um quarto de hora de recreação e depois recomeçámos até ao meio-dia. Depois do almoço, continuámos das 14h às 16h. Depois, as raparigas iriam dançar e os rapazes iriam velejar ou ao ginásio. O desporto permitia-lhes desenvolver relações sociais.

Não tomei uma decisão como essa de ânimo leve. Tinha pedido conselho ao director do Lycée Français de Lisbonne, que era a favor dele. Durante dez anos, ensinei os meus filhos até eles entrarem no segundo ano do ensino secundário. Os meus amigos chamaram-me louco. Pensavam que eu ia transformá-los em anti-sociais… Mas de modo algum, as crianças tinham boas memórias e ficaram impressionadas com a eficiência do sistema de ensino à distância. Achei a escolaridade em casa muito saudável. As crianças puderam aprender ao seu próprio ritmo, de uma forma muito mais livre. Os meus filhos entraram então na segunda classe para continuarem a sua escolaridade e todos se formaram na universidade”.

Nos últimos três anos, tenho dado aulas à minha filha Catarina (8 anos), de manhã ou à tarde, dependendo da minha disponibilidade. O ano lectivo começou a 6 de Setembro, como na escola, de modo que os calendários coincidem. Contactei algumas famílias norte-americanas. Pensei no assunto e dei o mergulho. O meu marido mostrou-se bastante relutante no início, devido à falta de socialização. Mas Catarina tem contactos com outras crianças, outros adultos, tem actividades extracurriculares… Vejo muitas crianças na escola que têm muito mais problemas de socialização do que a minha filha.

Quando as aulas decorrem de manhã, têm lugar entre as 9h e o meio-dia ou mesmo às 13h. Durante a tarde, são das 14h30 às 16h30 ou 17h00. Uma vez que sou exclusivamente dedicado a ela, não vejo o interesse de lhe dar tantas horas como na escola. Não sabia se o conseguia fazer, mas valeu a pena. Pode parecer ingrato, mas também é gratificante. Quando Catarina começou a ler, eu estava muito orgulhosa. Este ano, ela e a minha filha organizaram aulas e actividades em conjunto com outras crianças educadas em casa: uma família australiana, outra família norte-americana e crianças portuguesas. Comunicamos num fórum na Internet. Tenho a certeza que a minha filha poderá tirar o bacharelato tão bem preparada como as outras.”

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